Uma vez meu namorado comentou como muitas pessoas da nossa igreja estuda a lição simplesmente por um mero desencargo de consciência (ele não estava criticando o estudo, e sim as pessoas). Eu fiquei pensando o quanto isso é verdade, pois eu mesma já estudei a lição por desencargo de consciência, para me sentir bem comigo mesma, mas não é esse o objetivo da devoção!
Ontem quando passou o programa "Código Aberto" da TV Novo Tempo (da Igreja Adventista do Sétimo Dia) uma pessoa fez uma pergunta sobre quando a comunhão vira rotina (estudo da lição, meditação, Bíblia, etc.) e uma moça (esqueci o seu nome) falou que temos que nos ajoelhar e sermos sinceros com Deus, falar: "Deus, não estou com vontade, na realidade não estava nem com vontade de estar aqui orando, mas por favor, desperta em mim essa vontade". Concordo com ela e ainda acrescentaria algo, sempre no culto matinal pedir a Deus para que aquelas palavras sejam lembradas por nós durante o dia, mas isso não é tudo, é necessário se esforçar para lembrar disso. Deus não age sozinho, o nosso esforço mostra para Ele que realmente estamos dispostos em seguir o caminho dEle e queremos a ajuda dEle, sem esforço, é como se o pedido fosse vão. A lição de ontem falou exatamente o que aqui eu quero dizer, e vou colar uma parte dela:
"O escritor russo Leon Tolstoi escreveu sobre um amigo que, à beira da morte, explicou a perda da fé. O homem disse que, desde a infância, ele havia orado, num ato de devoção pessoal e adoração antes de ir para a cama. Um dia, após uma viagem de caça com seu irmão, estavam se preparando para dormir no mesmo quarto, e ele se ajoelhou para orar. Seu irmão olhou para ele e disse: “Você ainda está fazendo isso?” Daquele momento em diante, nunca mais o homem orou, nunca mais adorou novamente, e nunca mais exercitou a fé. As palavras “Você ainda está fazendo isso?” revelaram quão vazio e sem sentido esse ritual tinha sido para ele em todos aqueles anos, e por isso ele o havia abandonado.
Essa história ilustra o perigo do mero ritual. A devoção precisa vir do coração, da mente, de um relacionamento verdadeiro com Deus"
Não deixemos a devoção virar rotina! Façamos o esforço de lembrar do que lemos, da nossa oração (e fazer uma oração decente!), do que Deus quer na nossa vida, e entregar as nossas escolhas, decisões e ações diárias a Ele.
Um abraço!
Fernanda,
ResponderExcluirEssa é nossa grande necessidade. Que bom que você postou a respeito. Amarmos a Deus com alegria, com prazer, com satisfação. "De todo o coração". Temos que reconhecer nossa incapacidade e suplicar por esta dádiva do amor à Deus. O Espírito Santo é o nosso grande ajudador e pode nos dar este prazer de estar na presença de Deus.